
Erguido por qualquer uma destas crianças loiras e temperadas,
formiguinhas vadias de natureza deliciosamente harmônica,
que lhe invadem o íntimo de cada alvorada
com as gargalhadas da vítrea juventude em botão,
hoje juventude amarela e quiescente,
por ele pouco relembrada (e mesmo que a criança medíocre, serpente ondulante a passear pelo casebre acanhado, ressurja em ímpeto desbravador da consciência há muito adormecida, os blocos maciços do infortúnio insistem em separá-lo daquilo que, outrora, o pertencia, como pertencemos,
tacanhos,
no fulgor do fanatismo monoteísta, a um único ente revelador, maior e talvez superior em causa e princípio).
Sustenta resignado o fardo
quasi mortem,
a pedra fundamental de sua peregrinação terrena em favor daquilo que, de natural, o homem realiza e empreende;
o arcabouço temporário a limitar indefinidamente qualquer possibilidade de um dia ser asa, vôo impresso nas imagens vetoriais que rearranja ao manejar os porta-retratos,
já e para sempre estrangeiros,
com o desgosto peculiar daqueles que, renegados, consentem. Relaxa a musculatura lombar com um espreguiçar forçoso, o suficiente para despertar a mesma musculatura que redescobre Hyldon no rádio-relógio antiquado e dèmodè, assim como toda fração
ar / ambiente que azeda sua invisibilidade social há degradantes dez anos.
Urinar, comer, banhar-se. Sua essência fisiológica extirpada em promissórias. Sem o tato e a sensibilidade modular que seu leito material imprime, convive em um divisor vazio de sensações agora somente possíveis quando adotadas, ou quando conseguem se encontrar em qualquer um dos substratos cefálicos que ainda permitem a invasão de estímulos sensoriais que não aqueles acompanhados pela nudez acinzentada da derradeira falência existencial.
Pulverizou
T7 sem noticiar-se de que àquela altura era em demasia inoportuna para se alçar o vôo do desprendimento. Sem noticiar-se que ainda somos capazes de permanecer no solo dos infernos sem alguns dos componentes anatômicos que o Deus rococó modelou com o barro das mazelas, agora padece em duas rodas, no conforto da imobilidade a jusante.
A cortina berra, e é oito e trinta da manhã, junto com as crianças loiras que gritam cantigas inebriantes, mântricas, desencontradas.
Na camisa abotoada, de brim azul marinho fosco, um bottom daquele band-leader britânico que, acredita, apenas não conseguiu correr.
Correr, usar isto aí que lhe sobra, os membros que se dobram, e seria sempre ressureição e glória. Carregada, limpa e indefectível: a solução para todas as manhãs desta vez vai acordar logo após seu executor.
Aconchegante na caixa de sapatos e bem resolvida em um brilho metálico, seu opus tem calibre, e ressoa um acalanto que não o fazia chorar desde a última vez em que reconheceu amor em sua meia-vida.
Como somente podem crianças e este cheiro de virilha...
Diferente do acalanto a sangue frio em que a vizinhaça, subitamente, se viu envolvida naquela justa hora.